Tenho um dragão que mora comigo. Não, isso não é verdade. Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor, da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta.
- "Eu acreditei no seu olhar, mal sabia eu (…) Tão ingênua né? Em não acreditar na razão e deixar o caração me iludir mais uma vez, se machucar novamente, até parece que o coração gosta de quem bate nele, gosta de está apanhando. Irônico mesmo é que levando porrada ele pulsa mais forte."
- "Certa mulher muito humilde, recebeu uma carta de Jesus; na carta dizia que Jesus á visitaria, e que ela deveria se preparar, por que Ele havia de chegar. Então rapidamente a mulher pegou as únicas moedas que tinha e correu até a padaria e comprou um franco assado e 3 pães, para que Jesus pudesse comer quando chegasse a sua casa. No caminho de volta pra sua casa, a mulher se deparou com um mendigo, sentado e implorando que lhe dessem algo para comer; imediatamente a mulher abriu a sacolinha e lhe deu os pães e o frango, e depois foi pra casa. No caminho de volta ela pensava no que ia fazer, pois já que havia gastado suas únicas moedas. Chegando em casa ela abriu sua caixinha de correio e havia chegado outra carta de Jesus, na carta dizia: ‘Filha, muito obrigada pelo lanche, estava muito bom."